terça-feira, 5 de novembro de 2019

Poema: Apenas mais um humano


Apenas mais um humano

Seus olhos exalavam um tom de esperança.
Tom que transpassava a realidade.
E se fixava em minha mente como algo...
Algo longe da minha alçada humana.
Eram tons etéreos, volúveis.
Com a elegância que só ela tinha.
Seus cabelos transfiguravam em luz castanha.
O vidro entre meu olhar e o verde dela
Refletia que tudo aquilo estava longe de minha alçada.
Ela era de uma magnitude sobrenatural.
Quando a via, minha base já não era mais fulcral.
E eu retornava, sempre, a minha humanidade quase normal.
Mas minha, queria como só minha, entretanto: banal.
Em meus pedidos, orações.
Queria apenas novas ligações.
Poderia ser entre nossos corações.
Talvez, já estava fora de minha...
Eu não há tinha mais.
Mas seus olhos, seus cabelos, sua boca,
Eram como de momentos atuais: inesquecíveis, quase triviais. 

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